Artigo incluído na revista Volume XI :: No.1 :: Julho 2015

Instrumentos De Investigação

Saúde, gênero e trabalho nas escolas públicas: potencialidades e desafios de uma experiência com o dispositivo "Comunidade Ampliada de Pesquisa e Intervenção"

Mary Yale Neves1, Hélder Pordeus Muniz2, Edil Ferreira da Silva3, Joana Dar´k Costa4, Jussara Brito5 & Milton Athayde6
(1) Grupo de Pesquisas Gestão, Trabalho e Atividade - GESTA
Departamento de Psicologia - Instituto de Psicologia
Universidade Federal Fluminense
Rua Clarice Índio do Brasil, 30 apt 803, Botafogo, CEP 22.230-090
Rio de Janeiro, RJ - Brasil
myale@uol.com.br
(2) Grupo de Pesquisas Gestão, Trabalho e Atividade - GESTA
Departamento de Psicologia - Instituto de Psicologia
Universidade Federal Fluminense
Rua Pinheiro Machado, 99/508, Laranjeiras, Rio de Janeiro - RJ. Cep 22231-090
heldermuniz@uol.com.br
(3) Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde e Programa de Pós-graduação em Serviço Social
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Av. Sapé, 434 - Apto 502, Manaíra
João Pessoa, PB - Brasil
edilsilva@uol.com.br
(4) Grupo de Pesquisa Estudos Literários Lusófonos
Departamento de Letras
Universidade Estadual da Paraíba - CAMPUS VI
Rua Aberlardo Pereira dos Santos, 76, Centro - Monteiro-PB
Cep 585000-000
joanadc2@yahoo.com.br
(5) Grupo de Pesquisa e Intervenção em Atividade de Trabalho, Saúde e Relações de Gênero
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca
Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) 
Pesquisadora do CNPq
Rua Duvivier, 18, ap. 601 - Rio de Janeiro - RJ
Brasil
jussara@ensp.fiocruz.br
(6) Grupo de Pesquisa Actividade
Instituto de Psicologia
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Pesquisador do CNPq
Rua Duvivier, 18, ap. 601, Rio de Janeiro - RJ
Brasil
athayde.milton@gmail.com
Resumo

O artigo analisa a experiência do Programa de Formação em Saúde, Gênero e Trabalho nas Escolas, desenvolvido no Brasil, e do seu dispositivo metodológico Comunidade Ampliada de Pesquisa e Intervenção (CAPI). O Programa foi concebido como um meio para desenvolver a capacidade de compreender↔transformar as relações entre trabalho, processos de subjetivação e saúde-doença nas escolas, com base no diálogo-confrontação entre o conhecimento científico e o saber oriundo da experiência das trabalhadoras de escolas. As principais contribuições epistemológicas e teórico-metodológicas foram o Modelo Operário Italiano (MOI) e a démarche ergológica. Especificamente na cidade de João Pessoa (Paraíba), profissionais de pesquisa e trabalhadoras empreenderam uma ação compreensivo-transformadora das situações nocivas que, mesmo considerando os desafios enfrentados, mostrou a potencialidade dessa experimentação na promoção da saúde, nas mudanças das condições de trabalho das escolas e no fortalecimento da capacidade política de intervenção das trabalhadoras.

Palavras-chave formação, trabalho na escola, saúde, comunidade ampliada de pesquisa e intervenção, Ergologia.