Artigo incluído na revista Volume XII :: No.1 :: Julho 2016

Pesquisa Empírica

Prescrição e utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) em atividades com exposição a produtos químicos cancerígenos, mutagênicos e reprotóxicos (CMR): pesquisa-ação pluridisciplinar em uma fábrica francesa de decoração para móveis

Fabienne Goutille1, Louis Galey2, Clémence Rambaud3, Pierrick Pasquereau4, José Marçal Jackson Filho5 & Alain Garrigou6
(1) Equipe EPICENE, U1219 INSERM Bordeaux Population Health Research Center, Université de Bordeaux
146 rue Leo Saignat
33076 Bordeaux Cedex
France
fabienne.goutille@gmail.com
(2) Equipe EPICENE, U1219 INSERM Bordeaux Population Health Research Center, Université de Bordeaux
146 rue Leo Saignat
33076 Bordeaux Cedex
France
louis.galey@gmail.com
(3) Equipe EPICENE, U1219 INSERM Bordeaux Population Health Research Center, Université de Bordeaux
146 rue Leo Saignat
33076 Bordeaux Cedex
France
rambaud.clemence@gmail.com
(4) Equipe EPICENE, U1219 INSERM Bordeaux Population Health Research Center, Université de Bordeaux
146 rue Leo Saignat
33076 Bordeaux Cedex
France
pierrick.pasquereau@u-bordeaux.fr
(5) Centro Estadual do Paraná
Fundacentro
Rua da Glória, 175 - 4o andar
80300-060 Curitiba - PR
Brasil
jose.jackson@fundacentro.gov.br
(6) Equipe EPICENE, U1219 INSERM Bordeaux Population Health Research Center, Université de Bordeaux
146 rue Leo Saignat
33076 Bordeaux Cedex
France
alain.garrigou@u-bordeaux.fr
Resumo
A questão da eficácia das medidas de prevenção de riscos associadas ao uso de produtos químicos CMR coloca desafios importantes para a saúde dos trabalhadores expostos. De modo geral, as medidas de prevenção se limitam ao uso de EPI, embora a regulamentação privilegie a utilização de equipamentos de proteção coletiva (EPC). As dificuldades ligadas ao uso de EPI são, em geral, conhecidas: incômodo nos movimentos, desconforto térmico, formas inadaptadas, desgaste precoce. A originalidade do trabalho em tela está na articulação dos conhecimentos necessários sobre os perigos dos produtos, as modalidades de prescrição dos EPI pela empresa e a percepção dos trabalhadores sobre os riscos, sobre os efeitos sobre seus corpos e sobre a eficácia dos EPI. Esse trabalho, sob a forma de estudo de caso, se origina em abordagem transdicisplinar fundada na Ergonomia, segundo a perspectiva da Ergotoxicologia.
Palavras-chave prevenção de riscos químicos, representação de riscos, ergotoxicologia, antropologia dos riscos.