Artigo incluído na revista Volume III :: No.2 :: Dezembro 2007

Revisão Temática

Perspectivas acerca do trabalho infanto-juvenil: ideologias, subjetividade e saúde do trabalhador

Mayte Amazarray1, Luciana Thomé2, Michele Poletto3 & Sílvia Koller4
(1) Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Prof. Carvalho de Freitas, nº 611/1102 – Torre 2
CEP 91720 – 090 Porto Alegre/RS, Brasil
maytepsi@gmail.com
(2) Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Prof. Carvalho de Freitas, nº 611/1102 – Torre 2
CEP 91720 – 090 Porto Alegre/RS, Brasil
lucianadt@terra.com.br
(3) Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Prof. Carvalho de Freitas, nº 611/1102 – Torre 2
CEP 91720 – 090 Porto Alegre/RS, Brasil
michelepolettopsi@gmail.com
(4) Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Prof. Carvalho de Freitas, nº 611/1102 – Torre 2
CEP 91720 – 090 Porto Alegre/RS, Brasil
silvia.koller@pq.cnpq.br
Resumo

Neste artigo, apresentamos algumas reflexões acerca do trabalho infanto-juvenil, abordando três tópicos: ideologias que sustentam o trabalho precoce; subjetividade da criança e do adolescente em situação de trabalho e saúde do trabalhador infantil. A perspectiva teórica que sustenta nosso olhar é a Abordagem Bioecológica do Desenvolvimento Humano. A compreensão de trabalho infantil está embasada na definição da Organização Internacional do Trabalho, sendo aquele que priva as crianças de sua infância, potencial e dignidade. Na perspectiva ideológica, apontam-se algumas questões que sustentam a prática do trabalho infantil, para além dos fatores econômicos. O olhar acerca da subjetividade procura compreender o impacto dessa situação no desenvolvimento das crianças e adolescentes. O tópico da saúde do trabalhador infantil, por sua vez, sistematiza os riscos e conseqüências do trabalho precoce. Finaliza-se apontando a produção científica incipiente da Psicologia brasileira acerca da temática.

Palavras-chave trabalho infanto-juvenil, trabalho precoce, desenvolvimento de risco, saúde do trabalhador infantil.