Artigo incluído na revista Volume XII :: No.2 :: Dezembro 2016

Pesquisa Empírica

O uso situado dos EPI (equipamentos de proteção individual) face ao risco biológico: Exemplo de um laboratório seguro de contenção de nível 3

Irène Cottin1, Gérard Vallery2 & Sofiane Dahak3
(1) Equipe Travail, Situation et Organisation (TSO), Centre de Recherche en Psychologie: Cognition, Psychisme et Organisations (CRP-CPO), Université de Picardie Jules Verne (UPJV), Chemin du Thil, 80000 Amiens, France
irenacottin@gmail.com
(2) Equipe Travail, Situation et Organisation (TSO), Centre de Recherche en Psychologie: Cognition, Psychisme et Organisations (CRP-CPO), Université de Picardie Jules Verne (UPJV), Chemin du Thil, 80000 Amiens, France
gerard.vallery@wanadoo.fr
(3) Equipe Travail, Situation et Organisation (TSO), Centre de Recherche en Psychologie: Cognition, Psychisme et Organisations (CRP-CPO), Université de Picardie Jules Verne (UPJV), Chemin du Thil, 80000 Amiens, France
d_sofiane@live.fr
Resumo

Este artigo centra-se no uso dos EPI face ao risco biológico, tendo como base uma investigação-ação conduzida num laboratório de análise biológico de contenção de nível 3 (ou BSL-3, do inglês Biosafety Level 3). Os primeiros resultados, procedentes do estudo das perceções de risco associadas à análise de atividade, levam à conclusão de que o uso efetivo dos EPI é assumido de acordo com os requisitos de segurança prescritos e o risco induzido pela atividade, tal como é percebido pelos operadores. Ao mesmo tempo, em função das limitações que os EPI podem apresentar em situações distintas, os operadores podem adaptar o seu uso, e inclusive mobilizar estratégias complementares para conciliar eficiência e segurança. Assim, a procura de segurança requer considerar os EPI no contexto mais amplo das relações entre os operadores, a sua perceção de risco e a atividade real.

Palavras-chave risco biológico, perceção de risco, equipamentos de proteção individual, atividade, segurança.