Artigo incluído na revista Volume XII :: No.2 :: Dezembro 2016

Pesquisa Empírica

O desconforto térmico provocado pelos equipamentos de proteção individual (EPI) utilizados na aplicação de agrotóxicos

Marcelo Motta Veiga1, Ronaldo Almeida2 & Francisco Duarte3
(1) Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,
Rua Voluntários da Pátria, 107, CEP: 22.20-000, Rio de Janeiro – Brasil
marcelo.veiga@unirio.br
(2) Fundação Oswaldo Cruz, Ministério da Saúde,
Rua Leopoldo Bulhões, 1480/512, CEP: 22.041-210. Rio de Janeiro – Brasil
ronaldocastelo@yahoo.com.br
(3) Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia – (COPPE), Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Av. Horácio Macedo, 2030, G-209, Prédio do Centro de Tecnologia, Cidade Universitária, CEP 21941-914, Rio de Janeiro Brasil
duarte@pep.ufrj.br
Resumo

O metabolismo humano produz calor devido ao esforço físico nas atividades laborais. O corpo humano funciona como sistema termodinâmico que mantem a temperatura corporal constante. A utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) dificulta a dissipação do calor gerado e a manutenção da temperatura corporal num nível confortável. Este estudo analisou a interferência dos EPI no conforto térmico dos trabalhadores rurais através de medições das frequências cardíacas e das temperaturas corporais dos trabalhadores durante a pulverização de agrotóxicos. Também foram feitas avaliações da sensação térmica dos trabalhadores através de um questionário. Os resultados encontrados demonstraram: (i) a inadequação dos EPI agrícolas, devido apresentarem uma interferência negativa no processo de termorregulação corporal e (ii) a existência de diferenças individuais significativas entre os trabalhadores monitorados. Este estudo mostrou, ainda que há uma correlação forte entre a avaliação da sensação térmica dos trabalhadores e da temperatura corporal medida.

Palavras-chave equipamento de proteção individual, conforto térmico, agrotóxico.