Artigo incluído na revista Volume 13 :: No.1 :: Julho 2017

Pesquisa Empírica

"Mudando para o time": a dimensão coletiva no trabalho de atletas de vôlei de praia.

Louise Borba1 & Hélder Pordeus Muniz2
(1) Grupo de Pesquisas Gestão Trabalho e Atividade – GESTA
Universidade Federal Fluminense, UFF
Rua Professor Miguel Couto 376, apto 403- Icaraí,
Niterói, RJ. CEP: 24230-240, Brasil
louiseborba@id.uff.br
(2) Grupo de Pesquisas Gestão Trabalho e Atividade – GESTA
Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense, UFF
Rua das Laranjeiras, 347, apto. 607. Laranjeiras
Rio de Janeiro, RJ, CEP 22240-004, Brasil
heldermuniz@uol.com.br
Resumo

Pensar a dimensão coletiva no esporte apenas como divisão de funções entre os atletas dentro de uma equipe pode esconder todos os debates e dramáticas vividos nesta atividade de trabalho. Deste modo, neste artigo, pretendemos analisar como atletas autônomos de vôlei de praia gerenciam suas vidas profissionais na busca de parceiros para formar uma dupla em que seja possível “jogar junto”, mesmo quando a organização do trabalho neste esporte é extremamente competitiva e exige uma alta rotatividade entre seus componentes. A partir das contribuições da Ergologia, da Ergonomia da Atividade e da Clínica da Atividade, pressupomos que para um atleta formar uma dupla, montar um “time”, é necessário que eles coloquem em sinergia suas competências esportivas e, principalmente, tenham condições de construir referenciais cognitivos e valores comuns que possibilitem a comunicação e cooperação no desenvolvimento do trabalho.

Palavras-chave dimensão coletiva do trabalho; trabalho do atleta; psicologia do trabalho e esporte; ergonomia e esporte; vôlei de praia.