Artigo incluído na revista Volume IV :: No.1 :: Julho 2008

Importa-se De Repetir...?

Contributos da ergotoxicologia na avaliação da eficácia real dos EPI que devem proteger do risco fitossanitário: da análise da contaminação ao processo colectivo de alerta

Alain Garrigou1, Isabelle Baldi2 & Philippe Dubuc3
(1) Dep. HSE, IUT, Université Bordeaux 1
15 rue Naudet, CS 10207, 33175 Gradignan
alain.garrigou@iut.u-bordeaux1.fr
(2) Laboratoire Santé Travail Environnement,
Université Bordeaux 2 Victor Segalen, EA3672,
ISPED, rue Léo-Saignat, 33000 Bordeaux
isabelle.baldi@isped.u-bordeaux2.fr
(3) Dep. HSE, IUT, Université Bordeaux 1
15 rue Naudet, CS 10207, 33175 Gradignan
phil.dubuc@free.fr
Resumo

O Objectivo deste artigo é de apresentar os resultados recentes de uma investigação/acção em ergotoxicologia no que concerne os riscos relacionados com o uso de produtos fitossanitários. Esta investigação propõe uma dupla articulação: a primeira entre os resultados provenientes de análises em situação de trabalho no que diz respeito à contaminação externa dos viticultores e dos resultados provenientes de testes em laboratórios quanto à “permeação” dos fatos de macaco. A segunda articulação incide sobre a relação entre o conjunto dos resultados, acima referidos, e uma análise das falhas técnicas e organizacionais da concepção e dos processos de certificação dos EPI (equipamentos de protecção individual). Tendo isto em conta, a questão dos EPI será então abordada sob a perspectiva de uma transferência de tecnologia entre os meios industriais e as realidades das situações agrícolas. Isto conduz a um diagnóstico muito preocupante em matéria de eficácia real dos fatos de macaco. Abordaremos também as questões das responsabilidades jurídicas levantadas por tais falhas. Finalmente, pormenorizaremos o papel de whistler blower (Vaugan, 1996) que decidimos assumir assim como o processo de alerta que construímos a fim de abordar de outro modo o problema dos EPI e de suscitar interesse no conjunto dos actores.

Palavras-chave ergotoxicologia, riscos fitossanitários, agricultura, EPI, fatos de macaco, transferência de tecnologia, ergonomia, prevenção, pluridisciplinaridade..